Anne de Green Gables (Lucy Maud Montgomery)

“Mas eu preferia parecer ridícula quando todos parecem ridículos a ser simples e comum sozinha.”

Anne de Green Gables, pag. 90
Anne de Green Gables - Anne with a E

Dados do Livro

Título: Anne de Green Gables

Autora: Lucy Maud Montgomery

Número de Páginas: 336

Gênero: ficção adolescente

Editora: Ciranda Cultural

Minha Nota: 4 ⭐️

Nota na Amazon: 4,8 ⭐️

Nota no Skoob: 4,6 ⭐️

Nota no Goodreads: 4,3 ⭐️

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Sinopse

Anne (com E) Shirley é uma órfã que teve uma infância difícil e por engano foi adotada por dois irmãos, Marilla e Mathew Cuthbert, que queriam adotar um menino e acabaram recebendo uma menina.

Depois que os irmãos decidiram ficar com ela, Anne passou a viver com eles em Green Gables e aos poucos foi conquistando todos que conhecia com seu falatório incontrolável e sua capacidade de ver todas as coisas boas do mundo.

Ao longo desse livro vamos acompanhando as aventuras, em grande parte encrencas, de Anne ao longo de alguns anos e sua evolução na família Cuthbert, na escola e na cidade.

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Opinião

Decidi ler esse livro por causa da série Anne with a E.. Não porquê assisti e gostei, mas porquê muita gente recomendou e como era baseada em um livro eu queria ler antes de assistir. Lendo o livro, logo de cara descobri porque a série chama-se Anne with a E.

Anne é sensacional e uma criatura muito sociável! Ela tem uma personalidade realmente marcante e fala loucamente, o que fica nítido no livro até visualmente com os parágrafos gigantescos que às vezes tomam o espaço de uma página inteira só com uma fala de Anne.

“Fiquei mortificada, Marilla, acho que ele deveria ter sido mais educado com uma desconhecida”

Anne de Green Gables, pag. 121

Anne conquista todo mundo com seu jeito, inclusive o leitor. Esse livro narra a vida dela dos 11 aos 16 anos, período no qual ela é adotada e vai morar em Green Gables, conhece algumas almas irmãs e faz muitas besteiras, mas nenhuma intencional.

A autora mostra muito bem a evolução de Anne ao longo dos anos, quando ela passa a não falar tão loucamente e a imaginação fértil dá lugar ao foco nas ambições dela. Particularmente, assim como Marilla, eu prefiro a Anne criança à Anne adolescente, mas foi um amadurecimento bem construído.

A leitura é leve, alegre e divertida em grande parte. Somente o início do livro é um pouco triste, pois conta a história de Anne, que é bastante sofrida e teve um momento realmente muito triste e que me fez chorar nas últimas páginas.

Esse é um livro incrível para ler após uma ressaca literária ou depois de um livro mais pesado, daqueles que te deixam mal ao fim da leitura. Se eu já conhecesse Anne de Green Gables teria sido um livro perfeito pra ler depois que terminei Flores Partidas, por exemplo, que é pesadíssimo.

Quanto à série, que comecei assim que acabei o livro e ainda estou assistindo, posso dizer que foi ótimo iniciar depois da leitura. Os acontecimentos parecem ser mais emocionantes e ter um impacto maior depois de conhecer os personagens das páginas do livro.

Em alguns momentos a série é bem fiel ao livro, mas na maioria diverge bastante. Devo dizer que gosto mais da Anne do livro do que da série! A Anne da série me parece mais birrenta e não que a Anne do livro não seja, mas ela tinha uma característica mais dramática, que chegava a ser cômica, já a Anne da série chega a ser irritante em alguns momentos, mas lá pelo final da segunda temporada ela vai melhorando e ficando mais próxima da Anne do livro.

A série é muito boa, mas de um modo geral ainda gosto mais do livro. A leitura do livro foi mais prazerosa do que assistir os episódios de Anne with a E. A série é bem mais dramática do que o livro, que tem um tom mais alegre. Por outro lado, devo dizer que a série aborda questões importantes de maneira incrível, como racismo, sexualidade, aceitação, a independência da mulher, etc, dentro do contexto daquela época.

Algo que me chamou a atenção no livro foi a expressão “perfeitamente esplêndido” , que Anne usava muito e me lembrava o tempo todo da personagem Flora, da série Mansão Bly. Pode ser mera coincidência ou a personagem da série realmente usava essa expressão inspirada em Anne de Green Gables.


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