Vela de Cera Vegetal de Palma

Antes de você começar a ler esse post gigante e surtar, já aviso que pode parecer difícil trabalhar com a cera vegetal de palma e é. Não vou dizer que é fácil, porque não achei fácil de forma alguma, mas também devo dizer que provavelmente se eu continuasse testando chegaria aos resultados que gostaria, de acordo com o que essa cera pode oferecer, mas vou explicar melhor…

Sou super inexperiente com a fabricação de velas e comecei faz pouco tempo. Claramente eu não sou referência, mas o que posso fazer é passar a minha experiência exatamente como foi e quem sabe te ajudo a começar cometendo menos erros e tendo algumas ideias de como testar e o que fazer.

Teste 7 - Vela de Cera de Palma

Do que tirei das minhas experiências com velas até agora posso dizer que é preciso testar, pesquisar, testar mais, pesquisar mais, testar mais e ter paciência, muita paciência. A questão é que os testes podem se estender não só à cera que você comprou, mas a outros tipos e misturas entre ceras. Em qualquer caso aconselho testar mais de um tipo e talvez isso seja de fato necessário, como foi meu caso com a cera de palma. Vou mostrar todos os testes que fiz, os resultados com fotos e ao final minha conclusão.

Talvez nesse momento você já esteja desanimando de fazer suas próprias velas naturais, mais sustentáveis para o meio ambiente e mais saudáveis para você, mas não desanime! Todos os testes e pesquisas vão dar trabalho e exigir tempo e paciência, mas depois que você acertar a cera ou mistura de ceras, o processo, o tempo, as quantidades de cada item, etc, vai ficar tudo mais fácil e você raramente terá problemas. O aprendizado é fundamental. É assim com tudo na vida!

A Compra

Comprei a cera de palma e os pavios na loja RPK Parafinas. Gostei dos produtos, do atendimento e do envio.

A loja tem uma boa variedade de ceras e pavios, entre outros artigos para velas. Tinha alguns dos melhores preços que achei, mesmo com um frete bem mais caro e foi uma das poucas na qual achei a cera de palma, por isso optei por ela.

Escolhi a entrega por transportadora, a mais barata, porque não tinha pressa de receber. O envio foi feito rapidamente pela loja, o código de rastreamento foi enviado no meu e-mail e em poucos dias recebi meus produtos, intactos e bem embalados.

A Cera de Palma

Essa cera é feita do óleo de palma, é 100% vegetal e não possui parafina na composição ou outros derivados do petróleo. É ecológica por não emitir gases tóxicos como a parafina durante a queima e é biodegradável.

A cera vem em lascas grandes e tem um cheiro adocicado, que achei bem agradável. A cor é um branco levemente amarelado.

Vela de Cera de Palma

Para quem usa termômetros na fabricação das velas o ponto de fusão da cera de palma é de 55º a 59º C, respectivamente mínimo e máximo.

Inicialmente eu queria a cera de coco, mas era mais cara e encontrei bem pouca informação sobre ela, então fiquei entre a soja e a palma. Definitivamente a cera mais popular, entre quem opta por uma produção mais ecológica e saudável, é a de soja, mas, apesar de ter bastante informação sobre ela, li que era mais dura e difícil, então optei pela palma.

Depois de vários testes posso dizer que a cera de palma foi difícil, pelo menos pra mim. Não difícil no sentido de ser trabalhoso o processo com ela, não foi, é bem divertido fazer velas, mas no sentido de conseguir um resultado mais próximo do que o que eu desejava.

A minha expectativa era uma vela razoavelmente bonita e uniforme dentro de um pote de vidro transparente, que é o que eu acho mais bonito! É isso que busco na minha fabricação caseira de velas para uso próprio e vou testar e pesquisar até conseguir esse resultado. Não busco uma vela perfeita, mas algo razoável e com a cera de palma eu não cheguei no razoável.

Fiz muitos testes e decidi mostrar todos eles aqui, porque poderiam tirar as dúvidas de alguém sobre o processo, os problemas que podem ocorrer e as possíveis soluções.

Sobre os Testes

Como a cera de palma era novidade pra mim, decidi fazer alguns testes com a cera pura e combinada com óleo de coco, que era o que tinha no momento, antes de começar a gastar essências e corantes. Vou explicar como fiz cada teste, quais materiais e quantidades usei e qual foi o resultado de cada um.

Não usei termômetro nem balança, mas caso você tenha esses materiais vale a pena usar para ter informações mais precisas.

Todos os testes foram feitos com a cera derretida em banho-maria e em fogo baixo o tempo todo. A cera derreteu completamente sem que a água da panela começasse a ferver. O derretimento não é tão demorado, então tenha paciência e prefira manter o fogo baixo se não tem termômetro para monitorar a temperatura da cera.

Vela de Cera de Palma
Cera derretendo

É importante lembrar que a cera de palma, assim como qualquer outra para fazer velas, é inflamável, por isso deve-se tomar muito cuidado! Jamais saia de perto quando estiver derretendo, em hipótese alguma!!! Também acho que o melhor é derreter em banho-maria, por ser mais seguro, e caso escorra cera na leiteira ou panela limpe imediatamente. Depois que derreter desligue o fogo.

Vela de Cera de Palma
Cera derretida

Usar óculos de proteção e máscara não é necessário, mas ajuda muito. Pra mim ficou bem mais confortável fazer tudo com eles.

Usei pavio em todos os testes, mesmo sabendo que eram apenas testes e eu ia derreter a cera novamente depois para fazer a vela com essência e/ou cor. Colocar o pavio faz diferença porque pode ser que fique uma depressão ao redor dele, então precisava saber se isso aconteceria com essa cera.

Para colocar os pavios eu simplesmente mergulhei o ilhós na cera quando já estava toda ou quase toda derretida e grudei no fundo do pote, bem centralizado. Depois coloquei o pavio entre um hashi amarrado com elástico para que permanecesse reto e centralizado enquanto a cera enrijecia.

Fiz os testes, em grande maioria, em pares para testar como pequenas mudanças de condições iam afetar os resultados e realmente pude notar diferenças evidentes.

Para fazer esses testes usei:

– Cera de palma (100% pura);

– Óleo de coco;

– Potes de vidro (usei de geleia e patê);

– Pavio médio de 18 cm;

– Panela e leiteira para o banho-maria;

– Colher de madeira (pode ser espátula de silicone);

– Hashi;

– Toalha ou papelão para forrar o local onde despejará a cera e evitar sujar a superfície;

– Caixa de papelão ou plástico;

– Pregador.

Para fazer testes com a cera de palma ou qualquer outra sugiro que não mova os recipientes de lugar depois de colocar a cera. Se precisar deixar a vela secando longe de onde vai derreter a cera, vá com a cera até o local, mas não despeje no pote e depois troque de lugar, porque pode afetar o resultado significativamente. Qualquer mudança de temperatura parece ter efeito.

Também recomendo despejar a cera e deixar os recipientes já cheios secando em local sem vento ou correntes de ar para evitar mudanças de temperatura.

Na ânsia de refazer os testes eu não esperava tanto tempo para a cera enrijecer, deixava só de um dia para o outro, às vezes nem isso, fazia de manhã e refazia à noite. Porém, o ideal é esperar pelo menos 24 horas, porque as imperfeições, especialmente as rachaduras, se intensificam ao longo do tempo, enquanto a cera vai ficando mais dura. Então uma pequena rachadura superficial pode virar uma rachadura enorme e larga depois de 24 ou 48 horas.

Teste 1

Super Feliz com a Cera de Palma

No primeiro teste usei a cera de palma pura. Usei como medida de cera duas vezes o volume do pote de vidro. Então apenas enchi o pote duas vezes com a cera em lascas.

Coloquei a cera para derreter em banho-maria e sempre em fogo baixo. Depois que a cera estava totalmente derretida, deixei no fogo apenas mais 3 minutos exatos, marcados no cronômetro. Como não usei termômetro todo cuidado é pouco. Lembrando que a cera é inflamável.

Depois de derretida, esperei até a cera começar a ficar turva na leiteira, porque vi um vídeo mostrando que isso evita furos na vela depois de seca. Não marquei exatamente os minutos, comecei a marcar um pouco depois, bobeei e quando vi já estava muito turva, grudando no fundo e laterais, mas despejei assim mesmo.

Logo depois de despejar a cera, coloquei o pote dentro de uma caixa de papelão fechada para que a cera solidificasse mais devagar, supostamente também evitando furos na vela e melhorando o aspecto do topo.

Resultado: A cera desgrudou completamente do vidro, ficou muito (muito mesmo) dura, mas totalmente uniforme e sem bolhas ou outras irregularidades nas laterais e no topo. O topo rachou levemente ao meio, mas estava bem liso, não teve furos, depressões ou outras irregularidades. Apesar de ter ficado muito dura e ter rachado ao meio no topo, longe da consistência mais cremosa que eu gostaria, ela estava bastante uniforme. Cor branca amarelada.

Essa vela eu demorei mais para derreter de novo e reutilizar a cera e depois de umas 36 horas a rachadura que estava só no topo se estendeu para a lateral e ficou mais larga e bem evidente.

Teste 2

Ainda Super Feliz com a Cera de Palma

Fiz o teste 2 junto com o teste 1, então tudo foi feito da mesma forma até despejar a cera no pote. A única diferença é que nesse teste eu não coloquei o pote na caixa.

Preenchi os dois potes (teste 1 e teste 2) no mesmo momento, mas coloquei um na caixa (teste 1) e deixei o outro (teste 2) do lado de fora para ver se realmente há diferença entre colocar ou não numa caixa até secar.

Resultado: A vela desgrudou completamente do vidro, ficou bem (super) dura, mas totalmente uniforme e sem bolhas ou irregularidades nas laterais. O topo ficou levemente mais irregular do que no teste 1, teve pequenas bolhas e rachou claramente ao meio, porém não teve furos ou depressões. Cor branca amarelada.

Essa vela eu demorei mais para derreter de novo assim como a do teste 1 e depois de umas 36 horas a rachadura que estava só no topo se estendeu para a lateral e ficou mais larga e bem evidente também.

Teste 3

Empolgada com o Óleo de Coco

Para esse teste eu acrescentei aproximadamente 15% de óleo de coco à cera de palma.

Coloquei a cera para derreter junto com o óleo de coco em banho-maria e sempre em fogo baixo. Depois que a cera estava totalmente derretida, deixei no fogo apenas mais 3 minutos exatos, marcados no cronômetro.

Vela de Cera de Palma

Depois de derretida, esperei a cera esfriar por 10 minutos exatos e coloquei nos potes. A cera não chegou a ficar turva nesse teste.

Logo depois de despejar a cera, coloquei o pote dentro de uma caixa de papelão fechada para que ela solidificasse mais devagar.

Resultado: O aspecto geral estava bem mais suave e cremoso do que o da vela com cera de palma pura dos testes 1 e 2. O topo ficou horrível, completamente irregular e com uma parte funda que precisaria ser completada para nivelar, rachou nas laterais, rachou embaixo, uma parte ficou grudada no vidro, mas a maior parte soltou. Cor branca.

Teste 4

Ainda Empolgada com o Óleo de Coco

Fiz o teste 4 junto com o teste 3, então tudo foi feito da mesma forma até despejar a cera no pote. A única diferença é que nesse teste eu não coloquei o pote na caixa.

Vela de Cera de Palma
Um pote na caixa e outro fora

Preenchi os dois potes (teste 3 e teste 4) no mesmo momento, mas coloquei um na caixa (teste 3) e deixei o outro (teste 4) do lado de fora para ver se realmente há diferença entre colocar ou não numa caixa até secar agora que há óleo de coco misturado com a cera.

Resultado: O aspecto geral estava bem mais suave e cremoso do que o da vela com cera de palma pura. O topo ficou ruim, levemente irregular e com uma parte mais funda que precisaria ser completada para nivelar, rachou levemente nas laterais (nas fotos não aparece tanto, mas as rachaduras acentuaram depois), rachou embaixo e soltou totalmente do vidro. Cor branca.

Achei que a vela do teste 3 ficaria melhor por ter sido colocada na caixa, mas não ficou.

Teste 5

Alguns Problemas, mas Paciência é Tudo

Fiz os testes 5 e 6 para verificar se aumentar a quantidade de óleo de coco faz diferença na uniformidade da vela e na diminuição das rachadura e fiz novamente dois testes para me certificar que deixar a cera esfriar mais antes de despejar e colocar o pote na caixa para solidificar faz diferença.

Para esse teste eu acrescentei mais óleo de coco à cera de palma e chegou a aproximadamente 20% de óleo de coco.

Coloquei a cera para derreter junto com o óleo de coco em banho-maria e sempre em fogo baixo. Depois que a cera estava totalmente derretida, deixei no fogo apenas mais 3 minutos exatos, marcados no cronômetro.

Depois de derretida, esperei a cera esfriar por 15 minutos exatos (um pouco mais que o teste anterior) e coloquei nos potes. Quando despejei a cera ela estava formando uma leve película na superfície, mas ainda não estava grudada no fundo, nem nas laterais. A cera não chegou a ficar evidentemente turva como no primeiro caso.

Logo depois de despejar a cera, coloquei o pote dentro de uma caixa de papelão fechada para que ela solidificasse mais devagar.

Resultado: Aspecto geral levemente mais suave e cremoso do que nos testes 3 e 4. Topo praticamente perfeito, liso, sem furos, depressões e irregularidades. Rachou nas laterais e no topo e soltou totalmente do vidro. Cor branca.

Teste 6

Mantra: Paciência

Fiz o teste 6 junto com o teste 5, então tudo foi feito da mesma forma até despejar a cera no pote. A única diferença é que nesse teste eu não coloquei o pote na caixa.

Preenchi os dois potes (teste 6 e teste 5) no mesmo momento, mas coloquei um na caixa (teste 5) e deixei o outro (teste 6) do lado de fora para ver se realmente há diferença entre colocar ou não numa caixa até secar.

Resultado: Aspecto geral levemente mais suave e cremoso do que nos testes 3 e 4. Topo praticamente perfeito, sem furos ou depressões e pouca irregularidade. Soltou totalmente do vidro. Rachou muito nas laterais e no topo, o da caixa ficou melhor, rachou menos e ficou mais regular. Cor branca.

Claramente deixar a cera esfriar faz toda a diferença na uniformidade do topo, mas não fez tanta diferença com relação às laterais. A caixa também parece ajudar depois que a cera é despejada mais fria. Aumentar o óleo de coco parece não ter feito diferença. 

Teste 7

Relação de amor e ódio com a cera de palma

Fiz apenas um pote de teste porque não preciso mais testar dentro e fora da caixa. Dentro parece ser melhor.

Coloquei a cera para derreter junto com o óleo de coco em banho-maria e sempre em fogo baixo. Depois que a cera estava totalmente derretida, deixei no fogo apenas mais 3 minutos exatos, marcados no cronômetro.

Depois de derretida não marquei tempo, esperei até começar a grudar nas laterais e no fundo. A cera ficou evidentemente turva como no primeiro caso.

Logo depois de despejar a cera, coloquei o pote dentro de uma caixa de papelão fechada para que ela solidificasse mais devagar.

Resultado: Aspecto geral bom como nos testes anteriores. Topo praticamente perfeito, sem furos, depressões ou irregularidades. Soltou totalmente do vidro e teve uma rachadura muito evidente na lateral, que depois de mais tempo também apareceu no topo.

Fiz esse teste para ver se deixar a cera esfriar bem mais, a ponto de começar a grudar, faz diferença nas rachaduras e no topo.

Claramente deixar a cera esfriar antes de colocar faz muita diferença para ter um topo sem furos, sem depressões e mais uniforme, não há dúvidas quanto a isso, mas não precisa chegar ao ponto de grudar para ter esse resultado, os 15 minutos dos testes 5 e 6 foram suficientes.

Com relação às rachaduras esperar esfriar parece não fazer diferença e certamente esperar esfriar mais até o ponto de grudar não fez diferença alguma. Pesquisei bastante e cheguei a duas técnicas diferentes que vou testar nas próximas tentativas.

Teste 8

Relação de ódio com a cera de palma

Fiz apenas um pote de teste novamente. Coloquei a cera para derreter junto com o óleo de coco em banho-maria e sempre em fogo baixo. Depois que a cera estava totalmente derretida, retirei do fogo imediatamente, não deixei os 3 minutos.

Não esperei começar a grudar tanto no fundo e laterais, só esperei formar uma leve película na superfície e coloquei no pote. Coloquei o pote na caixa e envolvi com plástico bolha, para tentar retardar mais ainda a velocidade com que a cera endurece e evitar rachaduras.

Resultado: É evidente que o plástico bolha não fez diferença alguma para evitar rachaduras, mas o topo continua lindo, exceto pela rachadura, claro.

Teste 9

Não quero mais me relacionar com a cera de palma

Último teste antes de desistir da cera de palma e comprar cera de coco pra misturar com a de palma.

Coloquei a cera para derreter junto com o óleo de coco em banho-maria e sempre em fogo baixo. Depois que a cera estava totalmente derretida, retirei do fogo imediatamente, não deixei os 3 minutos.

Não esperei começar a grudar tanto no fundo e laterais, só esperei grudar levemente e coloquei no pote, mas não preenchi tudo. Coloquei a cera até ficar um dedo, mais ou menos, abaixo do limite que eu queria que a vela ficasse. Coloquei o pote na caixa e envolvi com plástico bolha, assim como fiz no teste 8.

Esperei a cera solidificar por 20 minutos e fiz 4 furos ao redor do pavio, chegando mais ou menos até a metade da profundidade do pote. Então coloquei mais cera para completar os furos e o restante do pote. Para essa segunda vez eu fiz o mesmo procedimento de todos os outros testes, mas esperei a cera esfriar por 5 minutos apenas.

O objetivo de fazer os furos, segundo as informações que encontrei, é liberar eventuais bolhas de ar na cera, que poderiam causar rachaduras, e preencher possíveis rachaduras que já começaram a se formar, melhorando o aspecto da vela.

Resultado: Rachou de qualquer forma, pra variar, e o topo ficou medonho, que glória!

Teste 10

Corrigindo Imperfeições

Apesar de já ter decidido desistir da cera de palma e comprar cera de coco para tentar novamente, fiz um teste para verificar se há como salvar velas rachadas ou irregulares sem ter que derreter a vela inteira e começar tudo de novo.

Para fazer esse teste eu usei a água da panela do banho-maria, completei um pouco para deixar na altura que as ceras estavam nos potes e os coloquei na panela. Quando a água estava quase começando a ferver abaixei o fogo para o mínimo e esperei derreter a camada mais superficial e próxima ao vidro até sumirem as rachaduras. Quando as imperfeições estavam todas derretidas, tirei os potes da panela, coloquei de volta na caixa e esperei.

Resultado do Salvamento do Teste 8: As rachaduras quase sumiram, ainda ficaram algumas, mas ficaram mais sutis, quase imperceptíveis. O topo ficou péssimo e a lateral ficou irregular. No geral ficou terrível, mas parece que talvez ajustando a temperatura, talvez o tempo, o resultado possa ser menos pior.

Resultado do Salvamento do Teste 9: Nesse caso a lateral ficou melhor. Ainda ficaram algumas pequenas rachaduras, nada significativo, mas o topo ficou pior ainda. Sem comentários.

Conclusão

O único teste que eu ainda faria com essa cera, depois do resultado dos salvamentos mal sucedidos, é aquecer os vidros antes de colocar a cera, mas decidi não fazer mais testes com a cera de palma e esperar a cera de coco para conhecer outra alternativa. Caso eu tenha problemas com a cera de coco certamente vou testar essa técnica e mostrar os resultados.

Até pensei em aumentar bastante a quantidade de óleo de coco na mistura, mas não acho que seria a melhor opção. Acho que não é o ideal ficar buscando corrigir a cera dessa forma. Usei 20% de óleo de coco, talvez até um pouco mais, o que é uma quantidade bastante considerável para um óleo.

Pra mim o ideal é achar uma cera que funcione como eu gostaria ou uma mistura de ceras que funcione melhor, mas ficar adicionando tanto óleo acho que não é o melhor a se fazer. Tenho que considerar que ainda vou adicionar essência quando chegar numa vela ideal.

Depois desses testes cheguei à conclusão que trabalhar com a cera de palma pura ou misturada com óleo de coco é difícil ou no mínimo trabalhoso. Apesar dos problemas, parece que tem como resolver sim, mesmo que seja chato e demorado. Isso quer dizer que eu ainda vou querer trabalhar com a cera de palma: Não. Eu pretendo sim usar misturada com a cera de coco, mas se a cera de coco pura me atender eu vou adicionar a cera de palma em pequena quantidade só até ela acabar. Porém, tudo depende dos testes com a cera de coco, que com certeza vou mostrar em outro post. Se a cera de coco também não me agradar tento outra, tento misturas e por aí vai.

Acho importante fazer esses testes com a cera, qualquer que seja, testando diferentes técnicas, especialmente antes de gastar outros materiais.

Uma coisa que percebi é que o termômetro não me fez falta, porque basta tomar o cuidado de derreter a cera sempre em banho-maria e fogo baixo e desligar o fogo assim que estiver totalmente derretida. A balança fez um pouco de falta para medir quantidades e acho que vai fazer mais ainda quando eu for adicionar as essências, porque a quantidade de 10% não será fácil de ser medida visualmente no pote. Então já providenciei uma balança para os próximos testes.

Eu ainda tinha mais testes pra fazer envolvendo corantes e essências, mas não vou fazer porque não faz sentido. Enquanto eu não acertar com a cera não adianta gastar outros materiais. Não sou profissional e não pretendo ser. Quero fazer velas apenas para uso pessoal, que sejam mais sustentáveis e mais saudáveis pra mim.

Informações Importantes

Nada do que foi usado para a fabricação da vela deve ser reutilizado para outro fim, especialmente culinário.

Muito, muito, muito cuidado as ceras, mesmo as vegetais, como cera de soja, palma ou coco. Elas são inflamáveis, então todo cuidado é pouco. Jamais saia de perto quando estiver derretendo, em hipótese alguma!!! Também acho que o melhor é derreter em banho-maria, porque é mais seguro, e caso escorra cera na leiteira ou panela limpe imediatamente com papel toalha e não coloque próximo ao fogo. Depois que derreter desligue o fogo imediatamente e sempre derreta em fogo baixo.


Um comentário sobre “Vela de Cera Vegetal de Palma

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s